Política

Tesoureiro do PT é investigado por desvio de verba

07 mar 2010 às 19:58

O Ministério Público do Estado de São Paulo pediu a quebra do sigilo bancário e fiscal do novo tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, por envolvimento num suposto esquema de desvio de recursos. O escândalo foi revelado em reportagem da revista Veja, que chegou às bancas neste fim de semana. Ele é o responsável financeiro pela campanha à presidência de Dilma Rousseff.

Segundo a reportagem, o suposto esquema envolveria desvio de dinheiro da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) - da qual Vaccari foi presidente entre 2005 e 2010 - em favor de diretores do própria cooperativa e para abastecer campanhas eleitorais do PT. Mais de R$ 31 milhões teriam sido desviados.


Vaccari afirmou em nota publicada no site do PT, que sempre esteve à disposição das autoridades. Já a Bancoop alegou que as mesmas acusações já foram feitas no passado e "devidamente respondidas" (com agências).


'Articulação política'


O líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza (PT-SP), defendeu hoje que a acusação contra o tesoureiro do PT é uma "articulação política mal engendrada", que não terá resultados.


O MP está investigando supostos desvios de dinheiro da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) para o caixa de campanhas eleitorais do PT. Segundo Vaccarezza, Vaccari assumiu a presidência da Bancoop depois do surgimento dos problemas. "As denúncias são falsas", afirmou durante a inauguração da nova sede da Força Sindical, no bairro da Liberdade, em São Paulo.


Vaccarezza acredita que o tesoureiro deve representar contra o promotor responsável pela apuração do caso, José Carlos Blat, na Corregedoria do Ministério Público. Mesmo assim, ele ressaltou que o PT não está relacionado com o assunto. "Não é uma história do partido. É um problema do Vaccari", disse.

Em 2007, um levantamento do Ministério Público de São Paulo mostrou que pelo menos 3 mil famílias foram vítimas de um suposto esquema que teria desviado mais de R$ 100 milhões dos cofres da cooperativa. O montante deveria ter siso usado na construção de imóveis que nunca ficaram prontos.


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