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Justiça eleitoral

Cármen Lúcia, do TSE, promete pesquisa sobre motivos de abstenção na eleição

Wellton Máximo - Agência Brasil
28 out 2024 às 10:13
- Alejandro Zambrana/Secom/TSE
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A Justiça Eleitoral vai fazer uma pesquisa para saber as causas das abstenções e tentar reduzir o não comparecimento nas próximas eleições, em 2026, afirmou na noite de domingo (27) a presidenta do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministra Cármen Lúcia. As ausências foram de 21,68% no primeiro turno para 29,26% no segundo.


“Há um aumento de abstenção no segundo turno. Tivemos casos climáticos, outros problemas. Vamos verificar e ver o que podemos aperfeiçoar. Vamos ter que apurar em cada local e trabalhar com os dados”, disse a ministra em entrevista coletiva para fazer o balanço do segundo turno das eleições municipais 2024.

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Conforme a ministra, o TSE fará um levantamento com os Tribunais Regionais Eleitorais para identificar os principais entraves ao comparecimento de eleitores em cada localidade. E prometeu apresentar um relatório antes da diplomação dos candidatos eleitos em dezembro.

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Tradicionalmente, a abstenção se eleva entre o primeiro e o segundo turno, principalmente devido a eleitores descontentes com os dois candidatos. As eleições de 2024 registraram o segundo maior volume de ausências da história, perdendo apenas para 2020, auge da pandemia de covid-19, quando 23,2% deixaram de votar no primeiro turno e 29,5% no segundo turno.

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A ministra advertiu que o TSE vai precisar tratar localmente as variáveis que influenciam a abstenção. “Houve município em que teve 16% de abstenção e houve município com 30%”, detalhou.


No Amazonas, afetado pela baixa dos rios que impacta o transporte, a abstenção, informou Cármen Lúcia, ficou menor que a média nacional. Único município a ter segundo turno no estado, a capital Manaus registrou 23,61% de abstenções no segundo turno, contra 19,94% no primeiro turno deste ano e 22,23% no segundo turno de 2020.

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“No Amazonas, onde tínhamos uma preocupação em relação à estiagem, tivemos o menor índice de abstenção do que a gente tinha apurado [na média nacional]. Ali funcionou esse recado dado [pela Justiça Eleitoral] talvez porque a nossa preocupação fosse maior”, pontuou.


De acordo com Cármen Lúcia, o temporal que caiu pela manhã em Porto Velho (RO) aumentou a abstenção, principalmente de eleitores idosos não obrigados a votar. A capital rondoniense teve 30,63% de abstenções, contra 19,37% no primeiro turno deste ano. O número, no entanto, caiu em relação ao segundo turno de 2020, quando as ausências chegaram a 34,18%.

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Estatísticas


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O TSE divulgou mais estatísticas das eleições deste ano. O primeiro local com resultado definido foi Belém (PA), com a proclamação do candidato matematicamente eleito às 17h30.


Em relação às urnas substituídas, houve 171 nos dois turnos, em um total de 97.392. O percentual chega a 0,12% no segundo turno e 0,63% no primeiro turno. Tocantins não teve urna substituída, e nenhuma seção teve votação manual nos dois turnos.


Em relação às justificativas pelo aplicativo e-Título, o segundo turno contou 740.388 justificativas por georreferenciamento (eleitores fora do município de votação) e 83.363 justificativas de eleitores no exterior.


A ministra frisou que a democracia é o espaço no qual todos podem e devem conviver com civilidade. Ela ressaltou que o TSE continuará a trabalhar para garantir a tranquilidade e a lisura do processo eleitoral. “Amanhã (segunda-feira, 28) recomeçamos os trabalhos até porque os trabalhos são incessantes e as eleições sigam sendo serenas”, comentou.


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