O couro cabeludo apresenta conjuntos de 1 a 4 fios de cabelos que formam cada unidade folicular (UF). As UFs com apenas um fio concentram-se na região frontal, mais próxima da testa; as UFs com dois fios são encontradas, principalmente, nas regiões temporais; por fim, as UFs com três ou quatro fios localizam-se no topete e na região occipital (atrás da cabeça, logo acima da nuca), por isso essas duas áreas costumam apresentar mais densidade e volume de cabelos.
A densidade natural é considerada a quantidade ideal de fios distribuídos no couro cabeludo e equivale a cerca de 70 UFs por cm2, tanto para homens e mulheres. Cada unidade folicular teria, em média, 2 fios. Assim, a densidade natural representa cerca de 140 fios por cm2.
O transplante capilar pode ser indicado quando se nota a rarefação de fios na cabeça, transparência do couro cabeludo. São quadros clínicos no qual a pessoa apresenta menos de 40 UFs por cm2 em uma ou mais áreas do couro cabeludo.
O transplante ou microrestauração capilar procura restaurar a naturalidade, densidade e volume dos cabelos e é indicado para pessoas que sofrem de calvície genética.
O transplante pode ser comparado como um processo de redistribuição de recursos: tira-se unidades foliculares da área doadora para as áreas que começam a apresentar sinais de calvície.
O transplante deve ser feito com a finalidade de alcançar densidade cosmética - cerca de 40 UFs por cm2, que permite restaurar à área receptora sem causar transparência na área doadora.
A área doadora é de onde a equipe médica retira as unidades foliculares que, depois de preparadas, serão implantadas na região calva, chamada de área receptora.
Nenhum transplante produz mais fios de cabelo, apenas os redistribui. Esses novos fios crescerão normalmente, podendo ser cortados, alisados e tonalizados como um cabelo normal, após os cuidados do pós-operatório.
Arthur Tykocinski, dermatologista especialista na técnica do transplante folicular coronal (São Paulo)