21/02/20
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Fatores de risco

Check-up ajuda a evitar a mortalidade por doenças cardiovasculares

Segundo a SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia), até a segunda semana de fevereiro de 2020, mais de 45 mil brasileiros já morreram em decorrência de doenças cardiovasculares. Em muitos casos, o problema cardíaco só é detectado quando já não há solução. Uma forma de evitar a mortalidade é fazer um check-up cardiológico, que costuma identificar as chamadas doenças silenciosas.

Reprodução/Pixabay
Reprodução/Pixabay


"Há inúmeras histórias de pacientes que não tinham sintomas, não sentiam nada e, de repente, tiveram um infarto fulminante. O check-up cardíaco é uma forma de identificar pessoas que tenham um risco maior de desenvolver doenças cardíacas, ou já tenham alguma, como a aterosclerose, formação de placas de colesterol nas artérias, e tratá-las antes que aconteça algo mais grave”, afirma Rodrigo Cerci, cardiologista e diretor de Pesquisa e Inovação e do Serviço de Angiotomografia Cardíaca da Quanta Diagnóstico por Imagem.

A recomendação médica é que o check-up cardiológico seja feito por todas as pessoas em torno dos 40 anos. Para quem tem história familiar de doenças cardíacas ou de infarto em idades mais jovens, como 30 ou 40 anos, é necessário fazer uma avaliação mais cedo.

O diabetes, colesterol alto e hipertensão arterial também são fatores de risco que podem indicar predisposição para uma doença cardiológica. "Quanto mais destes fatores de risco uma pessoa tem, maior o risco e mais cedo é necessário fazer o check-up cardiológico”, considera Dr. Rodrigo Cerci.

Segundo o cardiologista, os níveis recomendados de colesterol mudam conforme cada caso, por isso a consulta é fundamental para essa avaliação. "O normal do colesterol hoje, por exemplo, depende do risco de cada um. Se eu tenho 40 anos, não tenho aterosclerose ou fator de risco, eu tenho um risco baixo de infarto. Neste caso um valor de LDL de até 160 pode ser tolerado. Se eu tenho 40 anos e já infartei, o meu risco é muito alto. Então, esse mesmo LDL tem que ser menor que 50”, esclarece.

No caso da hipertensão arterial, os valores abaixo de 12 por 8 são considerados normais. Já acima de 14 por 9, é preciso avaliar se é algo recorrente. "A hipertensão arterial é diagnosticada quando ela persiste alta. Duas ou três medidas em que a pressão está alta é preciso fazer uma avaliação”, aponta Dr. Miguel Morita, pesquisador e cardiologista da Quanta Diagnóstico por Imagem.

E, ao contrário do que as pessoas pensam, o aumento da pressão arterial não costuma causar sintomas. "É muito raro a hipertensão causar sintomas como uma dor de cabeça, por exemplo. Por isso, é um erro medir a pressão somente quando sentimos algo. Na realidade, a pressão alta age silenciosamente ao longo dos anos, levando a consequências no coração e outros órgãos do corpo”, revela Dr. Morita.

Como funciona um check-up cardiológico

O check-up cardiológico inicia com uma conversa com o paciente para descobrir justamente se existe o histórico familiar e exames de sangue para averiguar os fatores de risco. O cardiologista também orienta sobre a prática exercícios físicos, alimentação correta e abandonar o tabagismo, pois são práticas essenciais para evitar qualquer problema cardíaco.

Após isso, a realização de exames mais detalhados é indicada de acordo com o risco de cada paciente. "É feita essa avaliação inicial. Se a pessoa tem baixíssimo risco, não precisa, necessariamente, fazer outro exame. Se há um risco moderado ou intermediário, aí é possível a indicação, por exemplo, do escore de cálcio, que detecta aterosclerose nas artérias coronárias, e assim por diante”, explica Dr. Rodrigo Cerci.

Outros exames, como a angiotomografia coronariana, o teste de esteira ou a cintilografia são mais recomendados para pacientes que já têm algum indício, como dor no peito. Porém, esses exames também podem ser indicados para quem está iniciando a prática de um exercício físico, por exemplo. "Às vezes, uma pessoa que deseja começar algum esporte pode ter a indicação de um teste de esteira para saber como está a capacidade física”, observa Dr. Rodrigo Cerci.
Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
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