A cada 31 minutos ocorre um crime na região Sul de Curitiba. A área compreende 22 bairros e uma população de 775 mil habitantes (47% da população total da cidade). Os dados levantados pela Polícia Militar demonstram que os crimes mais comuns registrados na região são roubos, furtos qualificados, ameaças, furtos simples, danos e lesões corporais.
Estes seis tipos de crimes correspondem a 82% do total de casos registrados entre janeiro e março deste ano. Com a expectativa de reduzir os índices em pelo menos 15% na região Sul, num período de seis meses, o 13º Batalhão da Polícia Militar começou ontem a distribuição de panfletos educativos nos principais cruzamentos da região.
Foram confeccionados 50 mil panfletos educativos. A distribuição começou a ser feita por 100 policiais militares no bairro do Água Verde. Na semana que vem, começa a distribuição em bairros como Portão e Capão Raso. "Vamos distribuir em toda a região até chegarmos ao Tatuquara. Acreditamos que a prevenção é a melhor forma de se diminuir os crimes cometidos na cidade", destacou o tenente-coronel Neuri Pires de Oliveira, comandante do batalhão.
O batalhão tem 560 policiais militares. Eles são divididos na cidade conforme os locais onde são registradas as principais ocorrências. De acordo com os levantamentos estatísticos realizados pelo capitão Loemir Mattos de Souza, 68% dos crimes ocorrem durante a noite, 40% deles em via pública. "Não adianta estarmos vistoriando os bares pela manhã. Os dados revelam que temos que fazer batidas policiais e operações preventivas principalmente durante a noite, e nas ruas", avaliou ele.
Os bairros que apresentam os maiores índices de criminalidade na região Sul são Sítio Cercado, Pinheirinho, Cidade Industrial de Curitiba, Xaxim e Água Verde. Eles correspondem a 48% do total de ocorrências registradas.
Se comparado ao mesmo período do ano passado, o índice de crimes ocorridos cresceu 4%. "Temos que diminuir a quantidade de ocorrências feitas por marginais oportunistas. E a população pode ajudar. As formas de prevenção as pessoas conhecem, mas precisam praticar. Educar é o caminho", afirmou o coronel Gilberto Foltran, subcomandante da Polícia Militar do Paraná.
A estudante Fabíola Petrelli, 21 anos, recebeu um dos panfletos no cruzamento. Ela contou que tem muito medo de dirigir durante a noite. Disse que a orientação é fundamental para a mudança de comportamento. "Estou com a bolsa em cima da poltrona do carro. Não farei mais", salientou ela.