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Leonard Cohen deixa enorme legado para a poesia e a música

Agência Estado
11 nov 2016 às 15:10
- Divulgação
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Morreu na noite desta quinta-feira (10), Leonard Cohen. A notícia foi dada em sua página no Facebook, que pede privacidade para a família neste momento. "É com profunda tristeza que reportamos que o lendário poeta, compositor e artista, Leonard Cohen faleceu. Nós perdemos um dos mais reverenciados e prolíficos visionários da música", diz o comunicado.

O compositor tinha acabado de lançar seu 14º disco, You Want It Darker, depois de ter excursionado por cinco anos. Não se sabe ainda a causa da morte, mas, em suas últimas aparições, o canadense discursava com a voz fraca e ofegante.

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Nascido em uma família judia em Westmount, Quebec, criado em uma Montreal com influências católicas e ordenado monge budista já maduro, ele dizia não ser muito religioso no fim da vida. Mais do que isso, falava estar pronto para a morte.

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O poeta, que influenciou até Bob Dylan, era nome frequente nos bolões para o Nobel de Literatura e houve quem questionasse a escolha do americano, em vez dele. Além da prolífica carreira na música, ele deixa dois romances publicados, A Brincadeira Favorita e Beautiful Losers (ainda sem tradução para o português), e diversos livros de poesia.


A música soturna do canadense flertava frequentemente com a morte e a religiosidade, mas recentemente o fim esteve mais próximo que nunca. Quando soube que sua musa Marianne Ihlen, que inspirou o clássico So Long, Marianne, estava com a saúde debilitada, o compositor escreveu uma carta de despedida.

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"Você sabe que eu sempre te amei por sua beleza e sabedoria, mas eu não preciso te dizer isso mais. Agora, eu só quero te desejar uma boa viagem. Adeus, minha velha amiga. Te vejo no fim da estrada", dizia a carta. Ela morreu poucos dias depois e é como se Cohen estivesse preparando a própria viagem. "Estou pronto", afirmou ele em algumas das últimas entrevistas para divulgar o trabalho mais recente.


O hiato

Leonard Cohen foi um artista prolífico até o começo dos anos 1990, mas se afastou da música e se fechou em um monastério budista perto de Los Angeles, até se tornar um monge zen. Mesmo não tendo tido grande sucesso na venda de discos, ele construiu uma carreira respeitável que rendeu alguns milhões de dólares. Cohen se viu obrigado a voltar à estrada depois que sua antiga empresária, Kelley Lynch, roubou boa parte das economias guardadas ao longo da vida.

Para a sorte dos fãs, seu retorno ainda rendeu cinco grandes discos e uma extensa turnê mundial retratada no disco Can't Forget: A Souvenir of the Grand Tour.


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